Falar do Orlando é sempre especial. Foi um jovem atleta que passou por mim quando estávamos ao serviço do Sporting de Braga, numa fase de aprendizagem e de adolescência.
É com um enorme prazer que recordo momentos importantes e felizes que passámos juntos. O Orlando era um jovem fantástico e irreverente, um “miúdo” que gostava de fazer o que achava que estava certo e não o que lhe era proposto. Esse foi, sem dúvida, o meu principal trabalho com ele. Era importante dar algum equilíbrio emociaonal na evolução dele como jogador quer no plano desportivo, quer social.
Nesse trabalho de formação, fizemos com que ele visse que era «dono» de um grande potencial, que acreditasse em si mesmo. E assim que ganhou essa confiança, confirmou o seu talento. Senti que o Orlando queria muito vencer nesta vida desportiva tão difícil, estava numa fase de todos os sonhos, com 18/19 anos.
Numa altura em que fazia a ponte do futebol júnior para o futebol sénior, era bem visível o seu enorme potencial. Sabíamos que ia «explodir» a qualquer momento, era uma questão de tempo e de oportunidade. E sabia que, pela sua forte personalidade, ia aproveitá-la bem e foi o que resultou na sua chamada à Selecção AA. O facto de jogar num clube tão bem organizado como o Sp. Braga, a qualidade, o querer e o trajecto de selecções que adquiriu levou-o à Selecção principal. Foi comigo que começou a ir aos Sub-19 e, ao nível das selecções, é um jogador que tem uma «ficha» notável. Mostrou qualidade, trabalho e personalidade. E é nisso em que eu confio no Orlando. Tem todo o potencial para ser um dos nossos melhores pontas-de-lança, posição que carece em Portugal.
Estou muito contente por vê-lo a realizar o seu sonho. Tem todas as condições físicas e técnicas para se impor. Além disso, tem uma enorme vantagem que é a sua personalidade fortíssima que, aliada à qualidade, vai fazer dele uma referência.
É um “miúdo” com um coração enorme e sempre disponível para ajudar os outros.
— Artur Correia, Treinador do Maria da Fonte